Mostrando postagens com marcador Curiosidades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Curiosidades. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 14 de abril de 2021

Chanel Nº 5 completa 100 anos

Chanel Nº 5, o perfume mais célebre do mundo, completa 100 anos.                                                                               

Quando um jornalista, em uma célebre entrevista em 1952 capciosamente perguntou o que Marilyn Monroe usava para dormir, ela respondeu: “Apenas Chanel N°5”.

Marilyn tinha 25 anos e a frase entrou para a história, assim como o perfume que celebra 100 anos de lançamento agora em maio. Até hoje não se sabe se a declaração de Marilyn foi tão espontânea quanto pareceu, uma vez que, pouco depois, ela posou insinuando nudez com um frasco do icônico perfume ao lado da cama.

A história do mítico perfume francês tem uma narrativa tão fascinante quanto a de Marilyn e tão extraordinária quanto a de quem a concebeu, a lendária estilista Gabrielle Chanel, apelidada de Coco.

Chanel nasceu em 1883, em uma família humilde no interior da França. Foi morar em Paris em 1909, aos 26 anos e pouco mais de uma década depois já era um fenômeno da alta costura.

Mas, Chanel também tinha outra ambição além da moda, ela sonhava em lançar uma fragrância que fosse adequada à mulher moderna, que nos efervescentes anos 1920, vinha ganhando cada vez mais espaço na conservadora sociedade europeia. 

Coco sonhava com um perfume com notas limpas e refrescantes. Naquela época, o melhor modo de desenvolver um aroma com esse frescor era usando frutas cítricas, mas os químicos da época não conseguiam desenvolver uma essência que não ficasse excessivamente concentrada.

Depois de muito pesquisar, Coco decidiu procurar Ernest Beaux, perfumista que havia trabalhado para a família real russa e que vivia na cidade de Grasse, o principal centro da indústria do perfume. 

Beaux aceitou o desafio, e depois de alguns meses apresentou um conjunto de frascos numerados para que ela experimentasse. Chanel gostou tanto da fragrância que encontrou no frasco de número 5, que decidiu ficar também com o número. Nascia o aroma de nosso tempo.

O perfume sempre manteve uma imagem associada a mulheres belas e talentosas. Marilyn Monroe foi a mais icônica. Catherine Deneuve, cuja beleza é símbolo do cinema francês, foi o rosto de Chanel Nº 5 de 1969 a 1979 e mais recentemente, a modelo Gisele Bündchen.

A história de Coco Chanel é tão fascinante quanto o perfume que ela criou. Coco Chanel viveu 87 emocionantes anos e sua criação já vai completar um século.

O vídeo acima é narrado pela própria atriz, que fala sobre a entrevista concedida por ela, onde contou o que usava quando estava na cama: “Apenas Chanel N°5”.

Leia mais...

quinta-feira, 8 de abril de 2021

Dia Mundial da Astronomia

O Dia Mundial da Astronomia é comemorado anualmente em 8 de Abril
A Astronomia é a ciência que estuda a imensidão do universo e tudo que há nele, desde planetas, estrelas, comentas, galáxias e etc.

O ser humano está olhando para os céus há milhares de anos, em busca de respostas para perguntas que parecem nunca ter fim sobre o que existe além do "manto azul" do firmamento.

Os astrônomos, estudiosos e cientistas que estudam a ciência da Astronomia, procuram encontrar as respostas para as grandes (e pequenas) questões sobre o que há na imensidão do cosmos e como ele funciona.

Origem do Dia Internacional da Astronomia

Muitos calendários datam o Dia Mundial da Astronomia como 8 de Abril, porém não há um documento que oficialize ou justifique a escolha da data.

Em alguns lugares do mundo, o Dia Mundial da Astronomia é celebrado em 10 de Maio. A data, segundo algumas fontes norte-americanas, teria surgido a partir de um evento, em 1973, nos Estados Unidos, com o objetivo de criar uma interação entre o público em geral e os astrônomos profissionais e entusiastas.

Ano Internacional da Astronomia

Em 2009 o mundo comemorou o Ano Internacional da Astronomia. A festividade foi declarada pela 62º Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas - ONU. Nesse mesmo ano, se comemorava o 400º aniversário das primeiras observações feitas em um telescópio por Galileu Galilei, considerado um dos "pais da Astronomia".
Fonte/foto:calendarr.com

Leia mais...

quinta-feira, 1 de abril de 2021

Bom pra cachorro

A Páscoa se tornou um motivo de alegria para os cães, desde que um novo produto chegou ao mercado. É o ovo de páscoa para cães, um produto perfeito para os que desejam agradar o pet, quando toda a família está se deliciando com chocolates.


O ovo de páscoa para cães foi criado para satisfazer os desejos dos peludinhos, hoje considerados verdadeiros membros da família. O produto possui embalagem temática e logo que chegou às lojas especializadas e aos supermercados, foi um verdadeiro sucesso.

O chocolate é uma delícia, mas é tóxico para os pets, que não podem ingerir açúcar nem o chocolate tradicional, pois são substancias que podem trazer risco de vida aos animais de estimação. 

O problema está na teobromina e na cafeína, substâncias que não são metabolizadas pelo organismo dos animais e estão presentes no chocolate. A intoxicação por causa do consumo de chocolate resulta em vômitos, convulsões e hiperatividade, e a teobromina, que aparece em maior concentração, desencadeia danos cardíacos.

Cães e gatos devem ficar longe de chocolate, pois é tóxico para eles, mas é possível comemorar a Páscoa com guloseimas seguras, feitas especialmente para os animais. Feliz Páscoa para todos!
Leia mais...

terça-feira, 30 de março de 2021

O Dia da Mentira

Dia da Mentira é celebrado anualmente em 1º de abril. Também conhecido como o Dia dos Bobos, é uma data onde as pessoas contam leves mentiras e pregam peças em seus conhecidos por pura diversão.


A ORIGEM DA DATA

Existem diversas teorias a respeito de como essa tradição popular surgiu, a mais popular afirma que a consolidação do Dia da Mentira ocorreu por meio de zombarias realizadas na França a algumas pessoas que não aderiram às mudanças de calendário propostas pelo rei Carlos IX, no começo do século XVI.

O início do Ano Novo era festejado no dia 25 de março, na data que iniciava a primavera e as festividades duravam uma semana, finalizando no dia primeiro de abril. Com a implantação do Calendário Gregoriano em 1564, o rei Carlos IX determinou que o ano novo fosse comemorado no dia primeiro de janeiro, mas não foi aceito por alguns franceses, sendo os mesmos ridicularizados com presentes estranhos e convites para festas que não existiam, enviados pelos que acataram a data. Essas brincadeiras passaram a ser conhecidas como plaisanteries.

A DATA NO BRASIL

Aqui no Brasil, o Dia da Mentira começou a ser propagado por causa de um periódico de Minas Gerais chamado “A Mentira”, que circulou no dia primeiro de abril de 1828 e deu origem às comemorações da data. Na primeira edição, o jornal anunciava a morte de Dom Pedro II, mas teve que desmentir a brincadeira logo em seguida. Aconteceu também outra publicação, sendo a última, no dia 14 de setembro de 1849, e na mesma eram convocados todos credores para um acerto de contas no dia primeiro de abril do ano seguinte, num local inexistente.

A DATA NO MUNDO

E não é apenas no Brasil que a data é lembrada. Na Espanha, o dia é conhecido como dia dos enganos e na Alemanha, a data é conhecida como Aprilschertz (a pegadinha de abril), sendo registrada a primeira vez em 1618, na Baviera. 

Esta tradição germânica certamente foi introduzia no Rio Grande do Sul pelos primeiros imigrantes a partir de 1824, consistindo além de contar mentiras, enviar pessoas desavisadas a levar informações sem nexo para outros ou cumprirem tarefas sem fundamento. 

Em países de língua inglesa é conhecida como April Fools' Day, "Dia dos Tolos (de abril)". Na Itália e França é chamada, respectivamente de Pesce d'aprile e Poisson d'avril, literalmente "peixe de abril".

No Dia da Mentira vale até fazer pegadinhas (será?) inocentes. Mas lembrem-se: As brincadeiras do Dia da Mentira devem usar somente mentiras inocentes, uma vez que o intuito da brincadeira é apenas se divertir.

Fonte: Wikipedia

Leia mais...

A rede na construção da identidade brasileira

A rede onde você adora deitar tem muito mais a dizer do que realmente parece!

O que vem à sua mente quando vê uma rede de balanço? Provavelmente algo relacionado à sensação de descanso, acolhimento, férias, preguiça, descanso, e para muitos, algo ligado à ideia de lar.

A rede, criada pelos povos ameríndios, foi apropriada pelos europeus, e ocupa um lugar de destaque na construção da identidade brasileira. É uma invenção da brasilidade, e traz muitos significados, muitos usos e muitos símbolos.

A rede de dormir é um costume na vida de muitos brasileiros. No Amazonas, no trajeto de barco que liga o município Novo Airão à capital Manaus, uma travessia que dura cerca de nove horas, cada passageiro precisa levar a sua rede, que substitui as poltronas de viagem.

No Ceará, a rede é também fonte de renda para muitas pessoas. A produção de redes é uma atividade típica e tradicional do estado. O município de Jaguaruana é conhecido como a “Terra da rede”, porque todo o ciclo de trabalho da rede é feito por lá, desde o preparo do fio de algodão até o término da rede.

A fabricação de uma rede é um processo trabalhoso e envolve muitas pessoas. Uma rede, de acabamentos bem simples, para ficar pronta, passa pelas mãos de no mínimo dez pessoas. As mais sofisticadas podem envolver o trabalho de até 20 pessoas.

As redes se destacaram em atividades do cotidiano do Brasil colonial, como mobiliário, meio de transporte e práticas funerárias. Para muitos brasileiros, a rede acompanha toda uma trajetória da vida, desde o nascimento até a morte. Em alguns locais, era comum observar que quando um parente falecia e a família não tinha dinheiro para mandar fazer o caixão, a pessoa era levada para o cemitério, na própria rede.

A rede de dormir também guarda uma relação com o nascimento e a maternidade. É que no Hospital Regional de Ceilândia, no Distrito Federal, a terapeuta ocupacional Hellen Rabelo e a fisioterapeuta Fernanda Nunes criaram um projeto chamado Neném na Rede, onde os bebês das incubadoras da UTI neonatal são colocados em redes, onde ficam cerca de duas horas, alguns dias da semana.

As criadoras do Projeto explicam que a literatura científica descreve os benefícios do uso da rede dentro da unidade neonatal, e que com esta terapia, elas tentam fazer uma simulação do bebê como se ele estivesse dentro do útero da mãe. Detalhe importante, o hospital onde elas atuam fica no Distrito Federal, mas a costureira que faz as redinhas 100% de algodão para o projeto é cearense.

Para alguns historiadores é possível contar a História do Brasil a partir da rede, e alguns afirmam que pelos próximos séculos, a rede vai continuar a balançar para lá e para cá criando novas leituras e simbologias.
Leia mais...

Casamento, ritos e significados

Casamento, é um ritual carregado de símbolos e significados. 
A cerimônia do matrimônioao longo da história, foi se enriquecendo com diversos símbolos.

A aliança, por exemplo, é um dos mais representativos símbolos do casamento, foi um dos primeiros símbolos e já era usada no ambiente romano e judaico como sinal de contrato. O homem entregava a aliança à esposa não como um enfeite, mas como um selo, já que, com ela, selavam as arcas e gavetas que continham as despensas e provisões e, assim, evitava-se que os escravos as roubassem. O cristianismo transformou a aliança em sinal de fidelidade. No século I, ela era feita de ferro, mas a partir do século II, já começou a ser confeccionada em ouro.

O costume do vestido branco no casamento é relativamente moderno. No início do cristianismo, não havia uma cor preferida para a cerimônia. Em Roma, era muito utilizada a cor laranja, por exemplo. Evitava-se a cor preta, por estar relacionada ao luto, e a vermelha, por ter relação com as prostitutas na época. A partir do século XIX, a cor branca se tornou muito popular. 
Em 1840, a rainha Vitória escolheu a cor branca para seu casamento com Franz Karl August Albert Manuel von Sachsen-Coburg und Gotha. A fotografia oficial da cerimônia espalhou-se de tal maneira, que acabou se impondo como moda nupcial. Alguns grupos religiosos começaram a dar-lhe o sentido de pureza ou virgindade. Atualmente, a cor branca é utilizada até no segundo casamento.
Em regiões como a Índia e a China, algumas noivas escolhem a cor vermelha pelo seu significado de prosperidade ou boa sorte, ainda que, por influência ocidental, muitas mulheres também se casem de branco. A cauda começou a significar fecundidade e descendência do casal. 

Como para as mulheres era regra entrar na igreja com a cabeça coberta, o véu da noiva cobria sua cabeça, mas também o rosto. Em alguns rituais, a noiva está velada até que o esposo descobre seu rosto, como sinal de que somente ele tem o direito de conhecer a intimidade da sua mulher.
Leia mais...

quinta-feira, 11 de março de 2021

Maria Bonita e o Dia Internacional da Mulher

Maria Bonita, a Rainha do Cangaço, faria aniversário no Dia Internacional da Mulher.

Maria Bonita nasceu em um 8 de março e, se estivesse viva, completaria 110 anos.

Maria Gomes de Oliveira, também conhecida como Maria Déia e mais conhecida ainda por Maria Bonita, é uma das mulheres que deixou gravado nas caatingas sertanejas um pedaço da história do Nordeste do Brasil. Esta mulher de grande destaque nasceu no mesmo dia em que se celebraria, anos depois, o Dia Internacional da Mulher.

Maria Bonita é uma personagem que representa força e independência, ao ter trocado uma vida tradicional pelos anos no cangaço. Precursora feminina desse movimento, mesmo antes do cangaço Maria se mostrava uma mulher com características diferentes do habitual. Casou-se quando tinha 15 anos com o sapateiro José Miguel da Silva, o Zé do Neném, com quem teve um relacionamento marcado por infidelidades e agressões por parte do companheiro. As brigas entre os dois eram muito frequentes e, a cada desavença Maria, que não temia o marido, o questionava e costumava se mudar para a fazenda Malhada do Caiçara, de propriedade dos seus pais, que ficava próxima à Cachoeira de Paulo Afonso.

Por aquela fazenda passou Virgulino Ferreira da Silva, o famoso e temido Lampião. A atração entre eles foi imediata e recíproca, o cangaceiro caiu de amores por Maria Déia e vice-versa. Impressionado por sua beleza, passou a chamá-la de Maria Bonita. Em um desses encontros, durante passagens dele pela fazenda, ela pediu para acompanhá-lo no cangaço. Aos 20 anos, deixou o casamento para uma nova vida. Era o ano 1931.

Maria Bonita foi a primeira mulher a se inserir oficialmente no bando, abrindo um precedente até então inabalável. Após ter ido viver com Lampião, Maria Bonita engravidou, mas, com pouco tempo, perdeu espontaneamente o feto. E este não seria o único aborto que teve na vida. Em 1932, contudo, ela conseguiu levar a termo a gestação, dando à luz à sombra de um umbuzeiro, no meio da caatinga, em Porto de Folha, no Estado de Sergipe. Lampião foi seu parteiro. A filha, Expedita, foi criada por pessoas próximas ao casal que não viviam no cangaço, já que o movimento proibia a presença de crianças.

Maria Bonita morreu em 28 de julho de 1938, após um ataque surpresa de policiais ao local de esconderijo do bando, na fazenda Angicos, no sertão de Sergipe. Ela foi baleada e não resistiu. Lampião também morreu durante o ataque.

Na foto, Maria Bonita acaricia os cachorros de Lampião: Ligeiro, o preferido, e Guarani, o mais escuro.

Crédito: Reprodução Benjamin Abrahão

Leia mais...

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Igrejas de Sobral

Igrejas de Sobral: História, arquitetura e religião.

Carregadas de histórias e significados para os sobralenses, as igrejas convidam visitantes e sobralenses a um passeio pela história e pela arquitetura. 



Sobral é uma cidade que deve a sua existência aos ciclos econômicos do gado, do algodão e também, de uma forma muito forte, à religião católica. Sem a religião, Sobral não teria a importância que tem hoje. As igrejas têm um papel fundamental na história da cidade. Também merece destaque a atuação de Dom José Tupinambá da Frota, figura que além de ter sua importância na educação e na política da Cidade, teve forte presença no desenho urbano de Sobral e colocou o catolicismo como um dos pontos centrais da Cidade. Hoje, o município tem inúmeras igrejas, que além de fazer parte do desenho urbano, fizeram de Sobral a cidade com maior número de igrejas por metro quadrado no Estado. Saiba um pouco mais sobre algumas delas.

Igreja de São Francisco


Por iniciativa do Português Francisco Rodrigues dos Santos, a Capela foi construída em 1870 e concluída em 1898, na antiga Praça da Constituição. Após a demolição da antiga capela, a atual igreja foi construída, em outubro de 1945. Sua inauguração foi realizada no período do Congresso Diocesano das Vocações do Jubileu Sacerdotal de Dom José Tupinambá da Frota, em 1955. 
As muitas aberturas permitem um alto grau de iluminação e ventilação. O alto grau de ornamentação da igreja e seu grande porte fazem com que o edifício se destaque na paisagem urbana de Sobral, com suas altas torres podendo ser vistas de vários pontos da cidade.



Igreja do Menino Deus


A Capela do Menino Deus e o convento anexo foram construídos, com ajuda da generosidade das famílias sobralenses, por duas irmãs carmelitas, que chegaram a Sobral em 1810, junto às Freiras de Ordem Terceira das Carmelitas Emerenciana de Sant'Ana e Teresa de Jesus. 
Embora já tenha passado por reformas, ainda guarda imagens originais e exibe no forro um baixo relevo em talha policromada, representando a Sagrada Família em Fuga para o Egito. É uma igreja de muita influência, os sobralenses são muito devotos à figura do Menino Deus.

Igreja de Nossa Senhora do Patrocínio


Com a movimentação popular em torno da recém-inaugurada Estação Ferroviária de Sobral, em 1882, surgiu a ideia de edificar-se, no novo bairro, uma capela em honra de Nossa Senhora do Patrocínio. A construção data de 1885, numa elevação de terreno, a capela mor foi benta na presença das famílias sobralenses que muito contribuíram com doações, com destaque para o coronel Francisco Fernando Pereira Mendes. A igreja foi concluída em 1900, e elevada à condição de matriz em 1916 por Dom José Tupinambá da Frota.

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição


Construída no período em que Sobral já se eleva a Vila, próxima ao local onde ficava a primeira igreja da cidade, a Matriz da Caiçara, a Matriz de Nossa Senhora da Conceição foi uma das igrejas que serviram como polo de povoamento para a futura Sobral. A pedra fundamental da atual matriz foi lançada em 2 de novembro de 1778.
Seu frontispício, considerado um dos mais bonitos do Ceará, é formado por um pórtico com arco de pedraria lavrada em lioz, importadas de Portugal, e portas com almofadas destacadas. Para muitos, é a igreja mais bela do Ceará.

Igreja de Nossa Senhora das Dores


Sua construção deu origem ao terceiro bairro da Vila Distinta e Real de Sobral. Embora não se tenha registro da data de construção, sabe-se que existia em 1818.
A construção foi um dos únicos edifícios antigos da área cuja implantação, ainda que parcialmente, aceitou voltar-se para o Rio Acaraú. Sua face norte fica voltada para a Rua das Dores, enquanto a sul se volta para a margem esquerda do Rio Acaraú. Sua torre única e lateral, por ter sido construída em 1924, não segue o estilo neoclássico de seus elementos de fachada.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário


É a igreja mais antiga de Sobral, construída em 1767 pela irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. No período da festa de Nossa Senhora do Rosário, era comemorada a coroação dos reis do Congo, nome dado aos festejos. A última vez que a festa foi realizada em Sobral foi em janeiro de 1889. Após a abolição da escravatura, os negros continuaram a tradição do Reisado Africano por algum tempo. Até hoje, a igreja ainda é conhecida como Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretinhos, por sua relação histórica com os escravos.
Romeu Duarte - Arquiteto, urbanista, cronista do O POVO, professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Ceará (UFC) e autor do livro Sítio Histórico de Sobral - Monumento Nacional.
Leia mais...

Estátua do Cristo Redentor

Estátua do Cristo Redentor - Uma das sete maravilhas do mundo moderno:


O Cristo Redentor, no topo do morro do Corcovado, mantém os braços abertos dia e noite abençoando a Cidade Maravilhosa.


O Monumento, por sua imponência e grande reconhecimento internacional, foi considerado pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade. O Cristo foi eleito no dia 7 de julho de 2007 como uma das sete maravilhas do mundo moderno, ao lado da muralha da China, Coliseu na Itália, Machu Picchu no Peru, Petra na Jordânia, Taj Mahal na Índia e Chichén Itzá no México. Em 2009 o Guinness World Records considerou o Cristo Redentor a maior estátua de Cristo do mundo.
A construção do Cristo Redentor do Corcovado é considerada um grande marco da engenharia brasileira. As obras foram iniciadas em 1926. O projeto escolhido foi o do engenheiro Heitor da Silva Costa, que optou pelo concreto armado e pedra-sabão, em homenagem às obras do artista Aleijadinho. O monumento tem 38 metros de altura e 28 de largura e foi inaugurado no dia 12 de outubro de 1931. 
Impossível visitar o Rio e deixar esse ícone fora do roteiro. Desde sua inauguração, este belo símbolo de fé já recebeu visitas de pessoas ilustres: Papa João Paulo II, Dalai Lama, Princesa Diana, Príncipe Charles e o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, com sua família, já estiveram no alto do Corcovado.
Leia mais...

terça-feira, 11 de junho de 2019

Ruínas do Convento de São Boaventura


As ruínas do Convento de São Boaventura, tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), se destacam no cenário do distrito de Porto das Caixas.

O Convento começou a ser erguido em 1660 e foi a quinta construção da Ordem Franciscana do Brasil. Há nele semelhanças com o convento de Santo Antônio, na cidade do Rio de Janeiro, também da Ordem Franciscana.

No local onde hoje estão as ruínas existiu, no século XVIII, a Vila de Santo Antônio de Sá. De 1829 a 1840, porém, uma epidemia de febre amarela dizimou a população da vila e levou os franciscanos a abandonarem o lugar.

As ruínas, tombadas também pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC) em 1978, estão no terreno do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (COMPERJ).

O espaço não é aberto à visitação.

Leia mais...

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O primeiro automóvel de Fortaleza

O primeiro automóvel a circular em Fortaleza foi este Rambler de propriedade de Meton de Alencar e Júlio Pinto, dirigido por John Peter Bernard e Rafael Dias Marques.
Arquivo Nirez

O primeiro automóvel chegou em Fortaleza em 28 de março de 1909, vindo dos Estados Unidos pelo vapor inglês “Cearense”.

Era um automóvel da marca “Rambler” usado, comprado pela Empresa Auto Transporte, de propriedade do Dr. Meton de Alencar e de Julio Pinto. Após o desembarque na alfândega, como ninguém soubesse dirigir, o veículo foi puxado por um jumento no trajeto entre o prédio da alfândega até o edifício do Cinema Júlio Pinto, localizado na Rua Major Facundo n° 64, acompanhado por uma verdadeira multidão de curiosos, que se formou ao redor do veiculo e do jumento.

Pela empresa compradora, John Peter Bernard acompanhava o carro, que foi recolhido ao palhabote, onde Roberto Muratori e o velho Dr. Meireles passaram a estudar-lhe o motor, procurando, com redobrados esforços, faze-lo funcionar, o que conseguiram dias depois.

Passava das 22 horas quando o Rambler movimentou-se vagarosamente alguns metros pela rua, guiado pelo português Rafael Dias Marques, caixeiro da Casa Bordalo, e estacou adiante, não havendo força humana que o fizesse rodar. Voltou rebocado para o Cassino Cearense.

Depois de muita pesquisa, Clóvis Meton e Alfredo Borges obtiveram melhores conhecimentos sobre a complicada máquina, saindo afinal para a via pública, cercado sempre do maior e mais vivo interesse por parte da população.

Sempre na calada da noite realizavam experiências, ora indo até o Alagadiço, ora à Estação de Bondes. Nessas viagens quase sempre o carro enguiçava, sendo preciso desmontá-lo em plena rua para consertá-lo. Como o motor estava localizado sob o veículo, era necessário arrancar a carroceria todas as vezes que isso acontecia. Às vezes permanecia semanas numa oficina improvisada, recebendo as atenções dos dois curiosos mecânicos amadores.    

Certa vez perdeu-se a tampa do radiador na estrada de Messejana, e o proprietário anunciou no jornal que gratificaria a quem a encontrasse e devolvesse. Movimentou-se então uma multidão de populares em busca da peça, mas como ninguém sabia o que seria uma tampa de radiador, foram levados ao proprietário, todos os tipos de objetos de ferro que puderam ser encontrados naquela estrada, inclusive, até camburões de ferro. 

Depois de um tempo, de tanto rodar, os pneus ficaram gastos e precisaram ser substituídos, mas onde encontrá-los? Improvisaram então umas rodas de madeira com aros de ferro, que faziam uma barulheira infernal nas pedras de calçamento.

Apesar dos percalços, esse carro conseguiu fazer diversas viagens a Messejana, e de certa feita, foi até Canindé, durante as festas religiosas. Seguiu de Fortaleza até Itaúna dentro de um vagão da E.F. de Baturité, e daí em diante, rodando por uma estrada improvisada, levou um dia inteiro até chegar a Canindé. 

Em certa ocasião ao trafegar na Avenida do Imperador, ao desviar-se de um pedestre, o carro foi de encontro a um muro, derrubando-o. Esse foi o primeiro acidente de trânsito da história da cidade.

Sempre guiado por Rafael Dias Marques, o Rambler rodou durante algum tempo pela Fortaleza daqueles tempos. Depois outros carros apareceram na cidade: Um do Dr. Gadelha e outro de Clóvis Meton, sendo que o de Júlio Pinto recebeu o apelido de Vovô, enquanto o de Clóvis ficou conhecido pelo de Mariquinhas.

Extraído do livro “Coisas que o Tempo Levou” de Raimundo de Menezes.
Leia mais...

quarta-feira, 19 de julho de 2017

A história por trás do monumento na entrada do Túnel Novo - Rio de Janeiro

Inaugurada há 110 anos, a escultura foi oferecida à cidade pelos portugueses Adriano e Antônio Ramos Pinto, comerciantes de vinho.
Nada de chope. O que fazia sucesso no Rio, no século passado, era vinho, e vinho do Porto! Prova disso é o monumento na entrada do Túnel Novo, em Botafogo.
Inaugurada há 110 anos, a escultura foi oferecida à cidade pelos portugueses Adriano e Antônio Ramos Pinto, comerciantes da bebida, em agradecimento pelo alto consumo do produto.
Toda em blocos maciços de mármore de Carrara com 37 toneladas e sete metros de altura, o conjunto apresenta um grupo de mulheres, tentando escalar um cume em direção ao amor, representado por Cupido.
Mas, apesar da boa intenção, a obra original, composta de anjos nus, desagradou ao então prefeito Pereira Passos (1836-1913), que exigiu um véu moralizante. Feita a sua vontade, a Fonte Ramos Pinto foi inaugurada em 1906, na Glória, de onde saiu, cinquenta anos depois, para o atual local.

Agora, a família Ramos luta para mudá-la de lugar de novo por causa da poluição que a atinge.
CURIOSIDADES CARIOCAS - By Sérgio Jaborandy
Leia mais...