terça-feira, 11 de junho de 2019

Ruínas do Convento de São Boaventura


As ruínas do Convento de São Boaventura, tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), se destacam no cenário do distrito de Porto das Caixas.

O Convento começou a ser erguido em 1660 e foi a quinta construção da Ordem Franciscana do Brasil. Há nele semelhanças com o convento de Santo Antônio, na cidade do Rio de Janeiro, também da Ordem Franciscana.

No local onde hoje estão as ruínas existiu, no século XVIII, a Vila de Santo Antônio de Sá. De 1829 a 1840, porém, uma epidemia de febre amarela dizimou a população da vila e levou os franciscanos a abandonarem o lugar.

As ruínas, tombadas também pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC) em 1978, estão no terreno do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (COMPERJ).

O espaço não é aberto à visitação.

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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O primeiro automóvel de Fortaleza

O primeiro automóvel a circular em Fortaleza foi este Rambler de propriedade de Meton de Alencar e Júlio Pinto, dirigido por John Peter Bernard e Rafael Dias Marques.
Arquivo Nirez

O primeiro automóvel chegou em Fortaleza em 28 de março de 1909, vindo dos Estados Unidos pelo vapor inglês “Cearense”.

Era um automóvel da marca “Rambler” usado, comprado pela Empresa Auto Transporte, de propriedade do Dr. Meton de Alencar e de Julio Pinto. Após o desembarque na alfândega, como ninguém soubesse dirigir, o veículo foi puxado por um jumento no trajeto entre o prédio da alfândega até o edifício do Cinema Júlio Pinto, localizado na Rua Major Facundo n° 64, acompanhado por uma verdadeira multidão de curiosos, que se formou ao redor do veiculo e do jumento.

Pela empresa compradora, John Peter Bernard acompanhava o carro, que foi recolhido ao palhabote, onde Roberto Muratori e o velho Dr. Meireles passaram a estudar-lhe o motor, procurando, com redobrados esforços, faze-lo funcionar, o que conseguiram dias depois.

Passava das 22 horas quando o Rambler movimentou-se vagarosamente alguns metros pela rua, guiado pelo português Rafael Dias Marques, caixeiro da Casa Bordalo, e estacou adiante, não havendo força humana que o fizesse rodar. Voltou rebocado para o Cassino Cearense.

Depois de muita pesquisa, Clóvis Meton e Alfredo Borges obtiveram melhores conhecimentos sobre a complicada máquina, saindo afinal para a via pública, cercado sempre do maior e mais vivo interesse por parte da população.

Sempre na calada da noite realizavam experiências, ora indo até o Alagadiço, ora à Estação de Bondes. Nessas viagens quase sempre o carro enguiçava, sendo preciso desmontá-lo em plena rua para consertá-lo. Como o motor estava localizado sob o veículo, era necessário arrancar a carroceria todas as vezes que isso acontecia. Às vezes permanecia semanas numa oficina improvisada, recebendo as atenções dos dois curiosos mecânicos amadores.    

Certa vez perdeu-se a tampa do radiador na estrada de Messejana, e o proprietário anunciou no jornal que gratificaria a quem a encontrasse e devolvesse. Movimentou-se então uma multidão de populares em busca da peça, mas como ninguém sabia o que seria uma tampa de radiador, foram levados ao proprietário, todos os tipos de objetos de ferro que puderam ser encontrados naquela estrada, inclusive, até camburões de ferro. 

Depois de um tempo, de tanto rodar, os pneus ficaram gastos e precisaram ser substituídos, mas onde encontrá-los? Improvisaram então umas rodas de madeira com aros de ferro, que faziam uma barulheira infernal nas pedras de calçamento.

Apesar dos percalços, esse carro conseguiu fazer diversas viagens a Messejana, e de certa feita, foi até Canindé, durante as festas religiosas. Seguiu de Fortaleza até Itaúna dentro de um vagão da E.F. de Baturité, e daí em diante, rodando por uma estrada improvisada, levou um dia inteiro até chegar a Canindé. 

Em certa ocasião ao trafegar na Avenida do Imperador, ao desviar-se de um pedestre, o carro foi de encontro a um muro, derrubando-o. Esse foi o primeiro acidente de trânsito da história da cidade.

Sempre guiado por Rafael Dias Marques, o Rambler rodou durante algum tempo pela Fortaleza daqueles tempos. Depois outros carros apareceram na cidade: Um do Dr. Gadelha e outro de Clóvis Meton, sendo que o de Júlio Pinto recebeu o apelido de Vovô, enquanto o de Clóvis ficou conhecido pelo de Mariquinhas.

Extraído do livro “Coisas que o Tempo Levou” de Raimundo de Menezes.
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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Conheça os mais caros e desejados vinhos do mundo



Desde sua criação o vinho sempre foi um produto nobre, destinado a poucos e desejado por muitos.  O vinho sempre carregou consigo um ar de realeza, luxo e ostentação.

Por conta disso é que temos hoje vinhos que são verdadeiras joias, que custam pequenas fortunas por uma só garrafa.  Parafraseando Robert Parker eu acredito que nenhum vinho deveria custar mais de US$ 100,00 o que passar disso é pura especulação, porque então temos vinhos que passam da casa dos US$ 1.000,00? A resposta é uma só: Lei da oferta e da procura.

Em meados da década de 80, o bilionário Malcolm Forbes pagou, num leilão, US$ 155.000,00 por uma garrafa de vinho. A garrafa continha um vinho de 1787 que, segundo diziam, pertencia à adega do presidente Thomas Jefferson (um grande amante de vinhos de Bordeaux). A garrafa foi colocada em demonstração, na posição vertical e sob um forte foco de luz. A rolha secou, caiu para dentro e o vinho perdeu-se.

Resumidamente, vinhos caros são elaborados apenas em safras excepcionais, feitos a partir de processos rigorosamente definidos e sempre em pequena quantidade, inevitavelmente são capazes de resistir ao tempo, impreterivelmente reconhecidos e aclamados por críticos no mundo todo e  feitos por produtores de grande renome e tradição.

Fizemos uma lista de 10 grandes nomes que estão entre os vinhos mais caros e cobiçados do mundo. Cinco deles são os Premières Grand Cru de Bordeaux, classificação "por qualidade" feita em 1855, a pedido de Napoleão III. Os outros também são franceses de grande destaque.

1. CHÂTEAU HAUT-BRION (TINTO)

Haut-Brion é uma das mais antigas vinícolas de Bordeaux, com as primeiras referências datando de 1423. Único vinho fora da região de Médoc (fica em Graves), em Bordeaux, classificado como Premier Grand Cru em 1855. Considerado por diversos críticos como o melhor vinho dentre os cinco Premier Cru.


2. CHÂTEAU LAFITE ROTHSCHILD (TINTO)

Classificado como o primeiro dos Premières Grand Crus em 1855, a pequena e elegante vinícola é sinônimo de riqueza, prestígio, história, respeito e é conhecida por produzir vinhos de notável longevidade. Uma garrafa de 1787 deste vinho já foi leiloada por US$ 160 mil.

 3. CHÂTEAU LATOUR (TINTO)

Também um Premier Grand Cru, Latour tem o perfil clássico característico dos tintos da região de Pauillac, considerado por muitos o mais potente dos cinco grandes. Uma garrafa magnum da safra de 1961, por exemplo, já foi vendida por US$ 62 mil. Uma curiosidade: por volta do século XVII, Lafite, Mouton e Latour pertenceram a um mesmo dono, o Marquês de Segur, dito "Príncipe dos Vinhos".

 4. CHÂTEAU MARGAUX (TINTO)

Junto com o Château Lafite, Margaux é o mais estiloso e aristocrático dos Premières Grand Crus. Poderoso e elegante, sua estrutura lhe garante grande longevidade. Gioacchino Rossini, um dos mais famosos compositores italianos de ópera chegou a compor uma canção em homenagem a este vinho.

5. CHÂTEAU MOUTON ROTHSCHILD (TINTO)

Desde o fim da II Guerra Mundial, os rótulos desse Premier Grand Cru são marcados por obras originais de artistas contemporâneos, convidados especialmente pela vinícola. Nomes como Salvador Dalí (1958), Joan Miró (1969), Marc Chagall (1970), Pablo Picasso (1973) e Andy Warhol (1975) já adornaram suas garrafas.

6. PÉTRUS (TINTO)

Produzido em Pomerol, o Pétrus é um dos tintos lendários de Bordeaux, ainda que não seja um Premier Grand Cru (não existe classificação oficial para os vinhos do Pomerol). O vinho apresenta potência, volume e taninos firmes, mas elegantes. Ele se tornou especialmente conhecido depois que a Rainha Elizabeth II se encantou com o vinho e ele foi servido em seu casamento e em sua coroação.

7. CHÂTEAU CHEVAL BLANC (TINTO)

Sem dúvida, um dos mais profundos vinhos de Bordeaux, classificado como Premier Grand Cru Classé A da região de Saint-Émilion. Cepas: Cabernet Franc e Merlot. Ganhou mais notoriedade no filme "Sideways" e também em "Ratatouille". Uma garrafa de 6 litros já foi vendida por mais de US$ 300 mil em leilão recente.

8. CHÂTEAU D'YQUEM (DOCE)

Indiscutivelmente, o melhor vinho doce da França. Rico, potente e exótico. Celebrado por escritores como Vladmir Nabokov, Fiodor Dostoievski, Marcel Proust, Júlio Verne, Alexandre Dumas Filho etc. Produzido na sub-região de Sauternes, em Bordeaux, as uvas utilizadas na produção desse Premier Cru Supérieur são colhidas seletivamente, por vezes, uma a uma, sendo usadas apenas aquelas afetadas pela Botrytis cinerea. As safras são muito diminutas.

9. ROMANÉE-CONTI (TINTO)

Sem dúvida, a Domaine de la Romaneé-Conti é a propriedade mais famosa da Borgonha. Em uma parcela de 1,8 hectare, se produz apenas 6 mil garrafas do famoso La Romaneé-Conti a cada safra. O vinho é marcado por elegância e sedosidade e está entre os mais procurados e desejados do mundo.

10. LOUIS ROEDERER CRISTAL BRUT (CHAMPAGNE)

A vinícola Louis Roederer tem mais de dois séculos de existência e elabora alguns dos melhores vinhos de Champagne. Hoje apreciado por celebridades, o Cristal Brut foi desenvolvido especialmente para o czar Alexandre II em 1876.

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quarta-feira, 19 de julho de 2017

A história por trás do monumento na entrada do Túnel Novo - Rio de Janeiro

Inaugurada há 110 anos, a escultura foi oferecida à cidade pelos portugueses Adriano e Antônio Ramos Pinto, comerciantes de vinho.
Nada de chope. O que fazia sucesso no Rio, no século passado, era vinho, e vinho do Porto! Prova disso é o monumento na entrada do Túnel Novo, em Botafogo.
Inaugurada há 110 anos, a escultura foi oferecida à cidade pelos portugueses Adriano e Antônio Ramos Pinto, comerciantes da bebida, em agradecimento pelo alto consumo do produto.
Toda em blocos maciços de mármore de Carrara com 37 toneladas e sete metros de altura, o conjunto apresenta um grupo de mulheres, tentando escalar um cume em direção ao amor, representado por Cupido.
Mas, apesar da boa intenção, a obra original, composta de anjos nus, desagradou ao então prefeito Pereira Passos (1836-1913), que exigiu um véu moralizante. Feita a sua vontade, a Fonte Ramos Pinto foi inaugurada em 1906, na Glória, de onde saiu, cinquenta anos depois, para o atual local.

Agora, a família Ramos luta para mudá-la de lugar de novo por causa da poluição que a atinge.
CURIOSIDADES CARIOCAS - By Sérgio Jaborandy
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